
Setembro de 2002 – o meu 1º campo de Sairef. Desde aí tudo mudou!
É complicado para mim dizer o que o Sairef representa, dado a sua importância e, dado que ás vezes as palavras não representam bem aquilo que sentimos. Desde á 6 anos para cá que não sei o que são Fins de férias de Verão sem uma semaninha no campo, não sei o que são Férias da Pascoa sem Peregrinação Sairef e acima de TUDO não sei o que é a minha vida sem Cristo. Antes do Sairef apenas frequentei o grupo Comunhao e Libertação (CL) que me abriu portas para este caminho de santidade, que todos percorremos. Mas foi ao chegar ao Sairef que me apercebi da grandeza que nos espera se seguirmos Jesus. Tinha na altura 17 anos e naquela 1º semana de Setembro lembro-me que tudo me deixou extasiada, e a querer viver aquela semana para o resto da vida. Era mesmo isto, eu QUERIA AQUELA SEMANA PARA SEMPRE. Foi isso que tentei fazer até hoje. Toda a minha vida a seguir a este 1º campo foi diferente, conheci pessoas novas, vivi momentos inexplicáveis e o que mais me abalou foi ter conhecido Jesus de uma maneira que eu nunca antes conhecera, ou seja, apercebi-me de que Jesus vive connosco, quer estejamos no campo, na escola ou até mesmo numa saída á noite. Seguiram-se os outros campos, e na altura em que me disseram que eu já não podia fazer mais nenhum campo, foi tanta a minha tristeza que me juntei com mais umas amigas e aparece-mos no campo a pedir permissão para lá ficar. Ficámos conhecidas como as “emplastras” mas queríamos lá saber, o que queríamos mesmo era lá ficar e viver mais uma vez esta semana fantástica. Mais um ano em que vivi momentos únicos, momentos esses que tentava sempre levar para casa. Mesmo que fosse só a ajudar mais um bocado os meus pais, ou mesmo, a ser um bocado mais simpática com os meus irmãos. Apercebi-me de que tinha conseguido levar todo o “espírito Sairef” para casa, quando os meus pais começaram a ser casal e a organizar toda a logística. Foi nesse ano que fui também convidada para ser Monitora, já lá vão então 4 anos. Digo-vos que ser monitora é algo tão diferente de ser monitenda, vive-se as coisas com outra intensidade, e antes de tudo, recebemos de uma maneira que não se recebe enquanto monitenda. É mesmo isto, enquanto monitora recebi muito mais do que dei.. Secalhar é estranho para vocês ouvirem isto, mas é mesmo verdade!! Em Agosto de 2007 formamos uma nova equipa de monitores, e percebemos também que Jesus chamava para o nosso caminho o Padre Gonçalo, o Tio Zé Manel e a Tia Lurdinhas. Mesmo com poucos monitendos formamos todos uma equipa espectacular e aí nasceu o lema “SEMPRE NÓS”, algo que vos peço que perdure para sempre. Chegada a Agosto de 2008, começaram a surgir algumas ideias novas na minha cabeça. Comecei a pensar que o Sairef tava muito bem entregue e que já era hora de “saltar fora”.Quer dizer, “saltar fora” do Sairef é algo COMPLETAMENTE IMPOSSIVEL, pois acho que já se aperceberam do grande nó que me prende a ele. Foi então a meio deste campo que decidi mesmo que era o meu ultimo e derradeiro ano. Tentei viver todos os momentos até á ultima, para não ficar com saudades. Mas apercebi-me mais uma vez de que a semana de campo é também vivida no dia a dia, nas aulas, nas amizades e até mesmo em casa, e por isso não fiquei triste por “saltar fora” mas sim contente “ por lá ter estado”.
Por último, queria só dizer mais umas coisas. Nós os monitores estamos cá para vocês, ou seja, vejam-nos antes de mais como amigos, porque nós não somos diferentes de vocês, somos exactamente como vocês, só que um bocado mais velhos, mas isso não muda nada!
Queria então agradecer aos meus pais e aos tios por terem entrado neste “desafio”, a todos os monitores (tractoras e tractores) pelos AMIGOS EM CRISTO que são, ao Padre Gonçalo por ser um EXEMPLO, aos monitendos por me darem mais do que eu dou e por se mostrarem muitas vezes um exemplo para mim e, o mais importante a Jesus “por se ter feito pequeno para que fossemos grandes”.
Não se esqueçam, SEJAM MALTA BRAVA E, BORA FAZER DO SAIREF UM ORGULHO NACIONAL!!! (o que eu acho que ele já é)
Beijos e abraços queridos
Vossa Mana